Quando promovemos uma “Feira de Ciências” e, envolvendo o nível infantil, pretendemos, com isso, construir um lugar diferente do habitual para algumas, entre tantas produções das crianças.
Aos poucos, a Criança se descobre interessada e, dentro de uma rotina construída na Escola ela produz, escuta, brinca e, pesquisa, com as mais diversas ferramentas, sendo incentivada a fazer parte de um mundo alfabetizador, orientador que, lhe possibilite fazer aquisições sobre o conhecimento, fortalecendo seus interesses e aprendizagens a respeito do mundo das letras, da matemática, da arte, da linguagem, da ética, moral, das ciências naturais e sociais, biológicas; dos sentimentos, ampliando os seus olhares sobre o mundo e, construindo a capacidade de conviver em sociedade.
Quando dispensamos um tempo específico, como o de hoje, para passear por entre os trabalhos, não todos, mas uma parte importante dos mesmos, todo o nosso empenho vai de encontro daquilo que é bom da criança; auxiliando-lhes a visualizar melhor e, reconhecer de forma valorosa aquilo que é seu. Pois, a criança passa saber que seu trabalho recebeu um lugar; foi doada a eles (os trabalhos), uma importância especial e, os adultos reconheceram todos os esforços feitos por esta criança, com atitudes: primeiro os professores que acolheram, encenaram, expuseram; construíram um espaço criativo, especial; segundo: os visitantes mais diversos aqui visitaram, olharam, leram a partir deste lugar de reconhecimento que lhe foi ofertado. 
Assim, a criança aprende amar o que faz e, “o seu fazer” tem importância, porque, também, lhe exigiu esforços criativos, produtivos; sendo neste momento, reconhecidos pela sociedade, os outros. Além dos demais aprendizados, quando ficam as marcas, os registros, as experimentações, os olhares, o carinho daquilo que ainda se esboça e, se esforça neste pequeno ser para se constituir como sujeito.
Desejamos que os senhores partilhassem com carinho por este universo dos “trabalhos” das crianças e, que suas visitas registrem o empenho de quem realmente compreende e, se dedica nesta direção construtiva da educação delas, sabendo da importância da nossa função de adultos; cúmplices destas produções humanas e, à medida que amadurecemos em nossa jornada como tal, nossa função se torna clara e nobre por aprendermos traduzir nossos gestos em generosidades, por compreendermos com sensibilidade este processo que, no presente se revela e parece ser pequeno, mas, que, aponta para um profundo começo de uma longa caminhada, e, cabe a nós cuidarmos da subida destes primeiros degraus garantindo os passos iniciais das crianças, assegurado por todo este contexto e, com a dedicação de ser um tempo único... Primordial.
Hoje, especificamente, não disponibilizamos os brinquedos e, nem o quintal, pois o foco merece ser a visitação à nossa querida “Feira”. Sendo este momento; “o tempo especial trabalhado pelos professores e, de cada criança; e, que agora passa a ser de: cada pai; cada mãe e, dos visitantes”. 
Agradecemos o seu carinho de até aqui ter conseguido chegar... Contemplar...